quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Pérola da faxina

Sobre fazer faxina em pastas antigas e encontrar textos que foram escritos há um bom tempo. "Quando achamos que já vimos de tudo nessa vida, ainda nós aparece casos como o de Maryann Bakumin. Judia por destino, lutava pela igualdade de direitos mais que por opção, uma questão de honra. Suas mais terríveis e amedrontadoras memórias dataram de tempos remotos. Buscou desde os primeiros momentos conscientes da infância estar contra a opressão e o preconceito, viu seus pais morrerem lentamente com substâncias em câmaras de gás, além da perda de amigos próximos. Chegou à velhice ainda com esperanças (poucas, mas existentes) do tão idealizado mundo justo. As economias de Maryann não eram muitas, mas davam para sustentá-la e ao filho Andrea que adotara, ensinando-o o que julgara que ele deveria saber. Andrea sempre foi uma criança pacífica, de poucos amigos, não gostava de participar de confusões escolares, nem muito menos de receber advertência por mau comportamento. Tudo era normal até chegar a juventude, quando os desejos de vingança e de justiça da mãe passaram a ser seus. O jovem passou então a sair cedo de casa e chegar bem tarde, ficava o tempo todo à procura de adeptos ao seu movimento e de documentos históricos que o auxiliassem em seus propósitos os quais nunca foram bem claros. Não sabia se queria punir os “ratos nazistas” ou fazer algo para beneficiar seus “irmãos” judeus.Viajou para diversas cidades que haviam sido base de campos de extermínio da antiga “raça impura”. Embora tenha buscado com tremenda perseverança, deixou de dar cuidados à mãe, que morreu de tuberculose, e virou um idoso frustrado. Foi quando cinza (sua cor predileta) passou a acompanhá-lo com mais frequência. Esse com certeza não é mais um os casos de novela em que tudo termina bem, os vilões morrem e o bem prevalece. Andrea não teve grandes conquistas com seus ideias, não conseguiu formular projetos revolucionários de destaque e nem sequer teve o nome pronunciado como alguém de importância em livro algum. Faleceu cedo, nem pode desfrutar do pouco sucesso que teve, ele foi simplesmente o Andrea, o defunto em cujo enterro poucos foram, os quais não tinham algo mais interessante para fazer na tediosa tarde de domingo."

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Foi

E com o tempo a gente aprende que não se esconder está mais para viver bem do que para a necessidade de se mostrar. Percebe que, depois de uma pausa para respirar, as máscaras tomam outras dimensões, não cabem mais. Sente que sempre fica aquela sensação de "quero mais" quando o assunto é liberdade e que uma vez provada jamais quer ser deixada. Descobre mundos, personalidades e sensações que jamais imaginava. Com o tempo, marcas são feitas: umas são cruéis, demoram curar e deixam feias cicatrizes; outras são apenas (e tudo) o que você teve de melhor, lembranças do que foi. Viver e aprender, é a regra.

domingo, 23 de março de 2014

(des)ânimo

Cansei... das roupas, dos sapatos, do penteado, das caras e bocas, da timidez, dos medos, da pseudo coragem, dos olhares (sem querer) reveladores, da ausência de foco/objetivo, da impulsividade, das desculpas, das reclamações, da incapacidade, das limitações, da indecisão, das mesmices. Quem dera a conversa não fosse com o espelho.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Queria simplesmente não me importar com o que foi, queria seguir a vida como se não tivesse tido o que já não é mais, queria só...queria. Será que ainda é possível querer, mesmo depois de tudo, mesmo depois de você?

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Flor da pele

Trânsito, trabalho, faculdade, família. Tanta coisa que chega um momento na vida que a gente tem que escolher com o que se estressar.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Ainda importa

Queria não me importar. Já faz mais de um ano e eu ainda tenho pesadelos. Foram meses de angústia sem saber o que pensar, sem saber o porquê, quando ou até mesmo quem. Fico me perguntando se você, seja lá quem for, conseguiu o que realmente queria. Queria não me importar, não acordar assustada, não ter que olhar para os lados toda vez que saio e perguntar se você não seria alguma daquelas pessoas olhando meio torto. Mas o que eu mais queria mesmo era não ter que pensar que você pode ser muito menos estranho que eu gostaria. Não importa quanto tempo passe, nunca entenderei o propósito de telefonemas anônimos.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Filosofias de busão


Comentários de reações a assaltos e eis que surge:

"Leve a vida, pois do dinheiro eu preciso."